Bom, eu não sei se posso escrever algo realmente legítimo pois nunca recebi nenhum aqui em casa (está será a primeira vez). Mas eu estou realmente ansiosa para receber alguém estrangeiro aqui, e acho que será uma experiência muito válida em virtude da quantidade de coisas que eu vou aprender e ensinar nesse período.
1) Que língua se fala na Estônia? Alguém vindo de Quebec fala francês ou inglês? Sabia que a língua oficial da Bélgica é francês?
Talvez as respostas para essas perguntas não sejam tão difíceis, ou melhor, podemos achar as respostas pela internet, mas... não acha melhor aprender isso com uma pessoa que é nativa do tal país? Além da resposta pra essa pergunta ela vai ter muito mais o que contar, como os costumes, a religião, o governo, as festas, as noites, um monte de coisas... Nossa eu acho essa troca de conhecimento muito importante. Além disso, o intercambista também vai querer saber muitas coisas daqui e eu sempre achei muito legal falar sobre Porto Alegre ou sobre o "brasileirismo" - I mean, jeito brasileiro de fazer as coisas (sempre que falei do Brasil pra pessoas de outros países, eles ficavam muito impressionados).
2) Praticar o inglês e até mesmo aprender a falar outra língua.
É uma parte muito importante, com certeza. Todo mundo quer praticar o inglês que adquiriu no colégio ou em cursos. É sempre aquela mesma conversa "ah me formei há dois aanos e desde então tô parada" ou "voltei de Londres e não queria perder a minha fluência". Gente, alô? A solução é essa! E mais: de graça (ou as vezes se ganha um dinheirinho).
Os intercambistas que vêm, tem que no mínimo falar inglês para poder vir, porque senão não hpa condições de comunicação. Imagina uma estoniana falando a língua da Estônia (eu não sei qual é porque não procurei na internet) e eu tentando falar português. Tenso. Mas nós duas falando inglês fica super "de boa". É claro que eu vou ensinar pra ela uma meia dúzia de palavras pra ela se virar nas rua do gueto de Porto Alegre e uns palavrões legais. Eu também espero aprender qual a língua que se fala na Estônia e alguns palavrões.
Tá , pode ser cultura inútil essa parte... mas tipo, ela talvez possa me explicar melhor a situação da Estônia (e da Letônia e da Lituânia também) no momento do fim do comunismo e do fim da União Soviética. Me interesso. Ela talvez possa me dizer uma série de coisas legais que talvez um dia me levem a querer conhecer a Estônia.
3) Novos amigos, companhia.
Quero muito levar essa guria para dar umas bandas em Poa. Quero apresentar meus amigos pra ela e sei que posso fazer dela uma companhia permanente pra sair. Imagina se elaa é uma crazy junkie bitch que gosta de sair, encher a cara, usar umas drogas, se acabar e pegar todo mundo? Eu ia achar legal. Mas pra quem não acha, imagina se ela não é assim :D. Ela pode ser um doce de pessoa, tímida e quietinha, que gosta de estudar e ajudar nas tarefas de casa. Bleh.
4) Nenhuma responsabilidade sobre essa pessoa.
No momento que tu entra para o banco de dados de host da AIESEC, tu estás fornecendo um teto e um colchão para a pessoa. Não precisa dedicar tempo algum para essa pessoa, tampouco ensinar ela a se virar de ônibus e a andar pela cidade. A AIESEC se responsabiliza por tudo isso :). Ninguém é babá de estrangeiro.
5) Qual a vantagem de ser amigo de gente de outros países?
Gente, pelamour! Networking! Estou lá eu precisando ir pra Europa resolver assuntos na Ucrânia e em Portugal (digamos que eu trabalhe com comércio exterior). Aquela bela moça, que passou 3 meses na minha casa, vai me ceder um teto em sua casa na Estônia enquanto eu tiver pedências na Ucrânia. Inclusive essa pessoa vai me ajudar a me locomover por lá (por quem vive na Europa, sempre vai pra outros países, as culturas tambem não são tão diferentes). Quanto a Portugal, aquela outra menina, espanhola, que conheci no Canadá, me auxiliará nesse ponto.
Eu falei tudo isso só para exemplificar o fato de que um dia poderemos vir a precisar de contatos internacionais (ai esse mundo globalizado) e é muito importante que mantenhamos boas relações ccom pressoas from all over the world. Né?!
6) Aprendizado
Isso vai desde a história do país da origem, da cultura, até em como se comportar e lidar com uma pessoa diferente. Isso nos trás um crescimento muito grande, principalmente na nossa mentalidade. A gente acaba com alguns preconceitos e pré-conceitos que temos, bem como passamos a aprender a gostar do que é muito diferente de nós e a admirar a forma como as pessoas agem e fazem as coisas.
O aprendizado é mútuo e inevitável, com certeza.
Receber um intercambista em casa é quase como fazer intercâmbio, só que se está na própria casa.
Não sei se fui clara em meus argumentos. Mas foi uma bela tentativa, hum? Enfim, e estás interessado(a) em receber intercambistas em casa, entra em contato com a AIESEC:
É muito fácil, só é necessário preencher um formulário e daí já estarás no nosso banco de dados.
Neste mês e no próximo estaremos recebendo um monte de trainees novo, portanto, pra quem se cadastrar, é provavel que entremos em contato em breve.

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