Já faz mais de um ano que venho tendo contato direto com pessoas de outros países falantes de outras línguas. Nesse tempo, o que aprendi através de diversas experiências é imensurável. Fiz intercâmbio, fui para uma cidade muito cosmopolita repleta de gente de tudo quanto é lugar, entrei para uma organização que recebe intercambistas, fiquei amiga de gente por todo o mundo, conheci pessoas que fizeram viagens para os lugares mais inusitados do planeta, conheço o processo de tirar visto para um grande número de países, conheço o processo aéreo, trabalho numa empresa especializada no meu país de intercâmbio e por fim, morei com uma estudante estrangeira.
Talvez, de fato, eu estaja me especializando numa área que, embora eu me interesse demais, não é no que pretendo trabalhar ou viver o resto da minha vida fazendo. Intercâmbio cultural - ou qualquer nome que queira dar à experiência no exterior - desde a parte técnica até o que concerne o emocional do ser humano, só tem a acrescentar em nossas vidas. Por isso, hoje resolvi postar sobre o projeto na qual a Maris, a estoniana que venho recebendo em minha casa por 4 meses, participou e que foi idealizado pela AIESEC, realizado em conjunto com o Instituto Gerdau.
Apenas em 2009, o EduAction, idealizado desde 2007, conseguiu ser efetivado. O projeto consiste, consistiu e consistirá na vinda de estudantes estrangeiros para Porto Alegre (e a partir de 2010, em todo o Brasil) para darem aulas em escolas públicas vinculadas ao Instituto Gerdau. O objetivo do projeto é fornecer para as crianças e jovens estudantes uma oportunidade de viver essa interculturalidade, permitindo que tenham essa experiência sem sair da sala de aula.
Foi quando vieram 4 trainees que assumiriam então a função de professores desses jovens. Bogdan, da Romênia, Luís, da Colômbia, Maris, da Estônia e Roma da Polônia, são os trainees que estão terminando hoje, sua jornada dentro do projeto. As aulas que eles deram variaram entre a diversidade cultural e responsabilidade social. Eram aulas que buscavam mostrar a eles um panorama de realidade diferente do que estavam acostumados, mostrar que eles tem oportunidade de crescer tanto profissionalmente quanto como pessoas.
Houveram diversos empecilhos durante esse semestre, a começar pelo atraso no início das aulas em função da gripe suína. Depois houveram as aulas de português, que nós, membros da AIESEC demos à eles. As aulas de português eram necessárias, porque eles não poderiam se comunicar em inglês com as crianças e jovens. Além disso, uma das três escolas não tinha muitos recursos, tampouco os professores se interessaram por dar apoio moral e logístico ao projeto.
Na realidade este último era o pior dos problema. Nessa escola, os professores se mostravam negligentes tanto para os trainees quanto para os estudantes no momento em que não os motivavam no que se tratava das aulas dos intercambistas. Mesmo assim, eles - sendo três deles europeus e nem um pouco acostumados com esse tipo de baixa qualidade na educação e menos ainda com a falta de respeito recíproca que pode existir numa sala de aula - se esforçaram muito, procurando manter todos focados e atentos, utilizando os recursos disponíveis na escola.
Empecilhos haviam muitos, mas se não houvessem, talvez a experiência deles não tivesse sido tão enriquecedora e completa. As crianças nunca deixaram de demonstrar gratidão e carinho aos estudantes estrangeiros, provando que as aulas foram efetivas e que realmente contribuíram para o seu crescimento. E esse crescimento foi mútuo. Se para as criança, ter professores de outros países agregou muito, para os intercambistas foi simplesmente um crescimento sem igual. Dar aulas em outra língua, num país diferente, e com todas as circuntâncias já citadas, eles atingiram seu objetivo e causaram um ipacto muito positivo nessas três escolas.
Nesses momentos fico feliz em fazer parte de uma organização como a AIESEC e espero continuar a acompanhar situações como essa. Eu, como host da estoniana, tive talvez uma visão mais de perto de todo o projeto, e isso, até mesmo para mim, me serviu de exemplo e me trouxe um crescimento tanto profissional quanto pessoal.
Para terminar, gostaria de dizer que a Maris foi embora esse domingo passado. Ela pode ter certeza que deixou saudade em toda a família, especialmente em mim.
Para conhecer mais sobre o Eduaction, recomendo que acessem esses dois links abaixo, onde foi publicada uma matéria no Correio do Povo, e uma entrevista com os trainees na TVE.
http://www.youtube.com/watch?v=2rhsHi-jGps
http://www.correiodopovo.com.br/Impresso/?Ano=115&Numero=2&Caderno=0&Noticia=35525
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18 novembro, 2009
05 agosto, 2009
Aula de português para estrangeiros
Semana passada dei uma aula de português para os trainees da AIESEC. Eles estavam reclamando que as aulas de vocabulário são muito fáceis, então deicidi ensinar um verbo muito utilizado por nós brasileiros. O verbo IR no presente e algumas funções dele.
Preparei uma apresentação de powerpoint e conforme eu ia ensinando, eles iam perguntando, e eu ia utilizando o quadro tambem.
No fim das contas vimos o verbo ir no presente, algumas preposições, artigos feminino e masculino e algumas outras palavras que eles tinham dúvida.
Rendeu bastante.
Disponibilizo para dowload a apresentação que eu fiz :D só pra verem como eu sou uma professora muito mestre nas línguas.
Acho que vou preparar mais :).
Teste de proficiência em Inglês em Porto Alegre
Andei pesquisando preço e local e alguns testes profissionalizantes de inglês, já que terei que realizar para viajar no fim do ano à trabalho.
Peguei os seguintes testes: o IELTS, o TOEIC e o ELSA.
O IELTS é um dos mais reconhecidos do mundo, perdendo apenas talvez para o TOEFL (muito conhecido de todo mundo). Existem dois tipos: o academic e o general training, o primeiro para finalidades academicas, de estudo; o segundo, negócios e imigração.
Em Porto Alegre, o IELTS é realizado pelo Cultura Inglesa (secretaria.quintino@culturainglesa.net), e já tem as duas últimas datas do ano marcadas para outubro e dezembro. O preço para a realização do teste é R$415,00 (roubo.).
O TOEIC, exame americano, avalia o inglês de quem está interessado no mercado de trabalho e negócios. O teste pode ser feito No Berlitz (portoalegre@berlitz.com.br), onde acontece normalmente em três datas por mês. As datas de agosto e setembro já estão marcadas. Custa R$205,00.
O ELSA, muito menos importante que os dois acima, já não é mais realizado em Porto Alegre, somente em Novo Hamburgo. O curso que aplica o teste é o CNA (www.cna.com.br). Para fazer o teste, ele deve ser marcado com no mínimo 6 dias de antecedência e pago anteriomente também. Pode-se escolher quais provas do teste se quer fazer (listeing, reading, writing, speaking) e a moça me informou que normalmente as pessoas fazem somente listening e reading. Somente esses dois custam R$167.
Quanto ao principal de todos, o TOEFL, eu ainda não obti nenhuma informação.. só sei que é realizado na PUCRS e que não é um teste nivelador e sim reprovador, já que tu te increves para um nível e se não passar, não consegue comprovar tua proficiência nesse nivel. Os anteriores, ao que me consta, são niveladores. Conforme tua pontuação, te é dado um nível.
Eras isso.
02 agosto, 2009
Escrever bem em Inglês
Eu estou tendo que escrever uma redação em inglês muito bem escrita em inglês que talvez me renda um emprego :D. Seria muito fácil para mim pedir para a Maris (a estônia que mora aqui em casa) me ajudar ou talvez o Tom (meu amigo inglês), mas decidi que ia fazer isso sozinha, visto que é pré-requesito para uma vaga de emprego a que estou concorrendo saber escrever em inglês.
Logo lembrei que tinha que encher a redação de conjunções, ou então melhor, conectivos, para deixá-la mais clara e bem escrita. Vários deles sei de cabeça, obviamente, mas nem todos (os mais legia seu nunca lembro), então resolvi procurar na internet por "como escrever bem inglês".
Achei três sites bem interessantes. Um era bem o que eu estava procurando e outros eram dicas muito boas de um bom texto escrito em inglês.
Para completar o post, também vou publicar links de currículos em inglês (modelos e como fazer) porque é importante saber como transferir as informações do currículo atual para um norte-americano ou inglês sem perder nada.
Bom, eu achei melhor trazer os links do que copiar o conteúdo das páginas (o que seria plágio, e né, longe de mim :P) e acho que fica mais fácil para a navegação de cada um.
Até!
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